Guia rápido do TopoLab
- Pontos — importe o levantamento (CSV/TXT pelo assistente; DXF de levantamento pelo assistente de DXF; Shapefile, GeoPackage ou GeoTIFF direto). No DXF, diga o papel de cada camada do CAD: pontos (pontos, blocos ou círculos), textos de cota (a cota escrita ao lado do ponto, com casas decimais, ex.: 103,15), linhas (curvas, cristas, taludes) ou limite. Pontos sem Z pegam a cota do texto mais próximo; blocos com atributo COTA/PONTO usam os atributos. Um MDE em raster pode ser convertido em pontos cotados (passo = 1 célula a cada N).
Use CRS projetado (SIRGAS 2000 / UTM). Confira a ordem Leste/Norte na prévia.
- Superfície e curvas — gera o TIN e as curvas de nível. Use a aresta máxima para remover triângulos falsos nas bordas e sobre vazios.
- Volumes — corte e aterro contra uma cota de referência ou entre duas superfícies (original x final), com recorte opcional por polígono. No modo Platô com taludes, escolha o polígono do platô, a cota (ou peça a cota de equilíbrio) e os taludes de corte e aterro: o TopoLab projeta o off-set (crista do corte e pé do aterro), calcula os volumes do platô e dos taludes e gera as curvas do terreno final.
- Perfis e seções — escolha um eixo (linha), calcule perfil e seções (estacas de 20 m, deslocamento positivo à direita) e exporte CSV.
- Poligonal e memorial — preencha a caderneta (estação, ângulo, distância; cole do Excel com Ctrl+V). Fechada, enquadrada ou aberta; ajuste angular e linear, coordenadas, área, relatório e rascunho de memorial descritivo. Com Distâncias: inclinadas + ângulo zenital a caderneta ganha ângulo zenital e alturas do instrumento e do sinal: o TopoLab reduz as distâncias ao horizonte e faz o nivelamento trigonométrico (ΔV = DI·cos z + hi − hs, com curvatura e refração opcional), com fechamento altimétrico e cotas ajustadas.
- Mapas temáticos — declividade (classes EMBRAPA por padrão), faixas de elevação, inundação (área e volume abaixo de uma cota; não substitui modelagem hidráulica) e manchas de corte e aterro entre duas superfícies, com tolerância "sem alteração" (padrão 5 cm: diferenças menores ficam fora do mapa) e volume por classe. Cada classe vira um polígono só, o que deixa o mapa rápido; desmarque "Juntar os polígonos de cada classe" para ter um polígono por triângulo.
- Roteiro e memorial — gera o roteiro perimétrico e o rascunho do memorial a partir de um polígono ou linha do projeto, e também lê um memorial em texto e restitui a geometria. Confira com o documento original e complete com os dados exigidos pelo órgão.
- Exportar DXF — marque as camadas (curvas, perfil, poligonal, pontos...) e exporte para abrir em qualquer CAD. Informe o campo da cota (ex.: ELEV nas curvas) para gerar polilinhas 3D.
Convenções
- Corte = terreno acima da referência; aterro = abaixo. Saldo = corte − aterro.
- Poligonais: azimute a partir do Norte, horário; X = Leste, Y = Norte. Ângulo "à direita" é medido no sentido horário a partir da ré; "à esquerda", anti-horário. Em polígono fechado, o programa reconhece sozinho se os ângulos são internos ou externos.
- As tolerâncias de fechamento são valores que você define (padrões do programa são só um ponto de partida): use os da norma/classe que adota.
- Unidades = unidades do CRS (m, m², m³ em CRS projetado em metros).
- Em Pontos há também a verificação de qualidade (cota zerada, duplicados, pontos muito próximos, picos de cota): ela só sinaliza; a decisão é sua.
- Linhas de quebra e limite do MDT (blocos opcionais em curvas, volumes, perfis e mapas): as linhas viram arestas do TIN, para que taludes, valas, cristas e muros não sejam atravessados por triângulos; a cota vem do Z da geometria, de um campo ou do próprio MDT. O limite (polígono, com furos) exclui o que está fora. No volume e na mancha entre duas superfícies há um bloco para A e outro para B, e as linhas das duas viram arestas do TIN composto. Linhas que cruzam o limite, ou que não têm cota própria, ganham um vértice no cruzamento automaticamente; duas linhas com cota própria que se cruzam precisam de um vértice comum.
- Platô com taludes: taludes em H:V (horizontal por 1 de vertical): 1,0 = 45°, 1,5 = 33,7°; 0 = muro vertical. Nos cantos convexos o talude fica arredondado (cone). O fator de homogeneização é o volume de corte necessário por volume de aterro compactado (1,00 = sem correção); a cota de equilíbrio faz corte = aterro × fator. Se o off-set sair da área do levantamento, o resultado é marcado como incompleto. Platô sem talude: use 0 nos dois taludes ou contra cota de referência com recorte. Bermas: informe o desnível entre bermas (ex.: 5 m) e a largura (ex.: 2 m); o talude sobe esse desnível, segue a largura no plano e recomeça. As bordas de cada berma saem na camada do off-set, na cota da berma, para locação em campo.
- Cálculos em segundo plano: curvas, volumes, platô, mapas e camadas de perfil rodam sem travar o QGIS. A barra de status da janela mostra o progresso e o botão Cancelar; enquanto o cálculo roda, os campos ficam bloqueados. Deixe o QGIS em primeiro plano: em segundo plano o Windows pode deixá-lo bem mais lento. Ao usar duas superfícies (A e B) de um mesmo terreno, informe as mesmas linhas de quebra nas duas.
- Parâmetros salvos: o que você preenche nas telas (camadas, campos, cotas, taludes, caderneta da poligonal, texto do memorial...) é gravado junto com o projeto do QGIS quando você salva o projeto, e volta ao abri-lo. Em Arquivo > Salvar parâmetros como você guarda um arquivo .topolab para reaproveitar em outro projeto (as camadas são reencontradas pelo nome). Resultados (relatórios, gráficos) não são guardados: recalcule.
- Todas as funções também estão em Processamento > Caixa de ferramentas > TopoLab (lote, modelador, linha de comando).
Cuidados
- Confira os primeiros resultados com um software que você já use antes de qualquer uso profissional.
- Arquivos de campo costumam trazer Norte antes de Leste: use a opção de ordem das colunas correspondente.